De estúdio à empresa de preservação
15 de março de 1930, nasce a Cinédia, criada por Adhemar Gonzaga.
O inicio do sonho da industrialização do cinema brasileiro.
2010 – comemora-se 80 anos de sua fundação.
Um percurso de clássicos do cinema.
Inovação, revelação e tecnologias
Pioneira em superproduções nacionais, a Cinédia lançou nomes como Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves e Carmem Miranda e foi palco de filmagem de Orson Welles.
56 longas estrearam artistas e na lista de diretores Humberto Mauro, Oduvaldo Vianna, Octávio Gabus Mendes.
A produção recordista de bilheteria foi “O Ebrio”(1946), que atraiu 8 milhões de espectadores.
Em 1957, parte do acervo se perdeu em um incêndio.
A maioria dos mais de 700 cinejornais e documentários desapareceu.
A última produção própria foi “Consórcio de Intrigas”, de 1981.
Em coproduções, a Cinédia esteve ativa até 1996, mesmo ano, que seu acervo de filmes
esteve debaixo d’agua, na enchete no Rio, em Jacarepaguá.
Dos 40 longas integrantes do acervo, 17 foram restaurados.
Ganham vida e eternidade em DVD e bly-ray pelas mãos do restaurador Hernani Heffner, que há 24 anos atua na Cinédia.
Aos 80 anos, a Cinédia, resiste dirigida pela herdeira Alice Gonzaga, uma estrela que brilha nos batisdores desde os cinco anos de idade, hoje uma guerreira incansável da preservação, que luta para manter viva a memória e história de todos nós, brasileiros.
A 5ª CineOP presta homenagens aos 80 anos da Cinédia e convida a todos a conhecer, assistir e refletir seu percurso em debate e em exibição no evento.