CINEMA PARA TODAS AS IDADES MARCA O DOMINGO NA 14ª CINEOP

Neste domingo, 9 de junho, a programação de cinema começa com uma atração para toda a família. Em 2019, a Mostrinha traz o filme “Sobre Rodas”, que coloca o tema da acessibilidade em voga ao retratar a história de um adolescente que, após um acidente, passa a depender da cadeira de rodas. A produção, premiada no Festival Internacional do Filme Infantil, em Chicago; e na Mostra Geração, no Festival do Rio, será exibida em uma sessão especial, com legendas descritivas, audiodescrição e libras, a partir das 11h, no Cine Vila Rica

Filmes dirigidos pelo homenageado Edgard Navarro ganham duas sessões: “Abaixo a gravidade”, que em breve entrará em circuito comercial, às 16h, e os curtas “Lin e Katazan”, “O Rei do Cagaço”, “Porta de fogo” e “Talento demais”, às 22h. Outras atrações ocupam o espaço no intervalo entre as exibições: a Mostra Contemporânea começa às 18h, com “Plano Controle”, de Juliana Antunes; “Estamos sendo”, de clarYssa; “Bicha-bomba”, de Renan de Cillo; “Imaginário”, de Cristiano Burlan; e “Sabá”, de Sérgio de Carvalho. 

A Mostra Preservação trará cinco curtas do acervo da Cinemateca da Bretanha, cuja experiência será apresentada durante workshop realizado na tarde deste domingo. A sessão começa às 19h15, com “África 50” (1449), de René Vautier; “Raspadores de oceanos (Terra Nova)” (1952), de Anita Conti; “Terra dos Pescadores” (1910), com direção desconhecida; “História do Corpo” (1974), de Michel Body; e “Rio Incomum” (1960-1970), editado pela Cinemateca da Bretanha. 

A Mostra Histórica traz, às 20h45, “Recordações de um presídio de meninos”, de Lourival Belém Jr.; “Espaço Marginal”, de Luís Carlos Sales; “Hahnemann Bacelar – um pintor amazonense”, de Roberto Kahané; e “Ritos de Passagem”, de Sandra Werneck.

 No Cine Cemig na Praça a atração será “Gilda Basileiro – Contra o Esquecimento”, que recupera a história de uma estrada clandestina, usada por traficantes de escravos no século 19, a partir das 20h. No Cine-Teatro, no Centro de Convenções, a programação começa mais cedo, às 17h, com “Força das Mulheres Pataxó da Aldeia Mãe”. 

AS MULHERES, O CINEMA E A TERRITORIALIDADE

O 14ª Seminário do Cinema Brasileiro traz, neste domingo, debates nos três eixos da CineOP – Preservação, História e Educação, todos eles no Centro de Artes e Convenções. O primeiro deles acontece a partir das 10h, com o encontro “As mulheres e a terra”, que traz apresentações de quatro projetos educativos de Goiás, Minas Gerais e Paraíba. 

Também na Temática Educação, o debate “As mulheres indígenas e o cinema”, marcado para as 14h30, reunirá a antropóloga Luísa Elvira Belaunde; a cineasta e diretora do Instituto Catitu, Mari Corrêa; e a realizadora audiovisual indígena e professora na Aldeia Ko’enju Pará Yxapy. A antropológa Oiara Bonilla mediará esta mesa, que vai se debruçar sobre a mudança de perspectiva na representação das mulheres indígenas: de personagens em produções indígenas ou indigenistas a realizadoras de seus próprios filmes, imprimindo assim sua própria realidade a estes registros.

 No Encontro de Arquivos, “O Patrimônio Audiovisual na Produção Contemporânea”, às 10h, traz uma reflexão sobre uma temática fundamental, o acesso às imagens de arquivo e filmes de patrimônio, fontes históricas, ferramentas de contextualização e documentos históricos. O objetivo será compreender as formas como os produtores de hoje têm acesso aos acervos audiovisuais das instituições de guarda e os caminhos que podem ajudar a construir um diálogo benéfico entre estas e criadores, a fim de possibilitar a criação de novas obras. O debate parte da experiência dos cineastas Cláudia Nunes, Rodolfo Junqueira Fonseca e Sinai Sganzerla, que utilizaram material de arquivo para suas produções, todas elas exibidas durante a programação da 14ª CineOP. 

A Temática Preservação traz ainda os estudos de casos de filmes em exibição na programação, a partir das 17h15. Serão apresentados os cases de “Rio da Dúvida”, dirigido por Joel Pizzini, que teve pré-estreia nacional nesta sexta (7), na programação da 14ª CineOP; e do “Canal Thomaz Farkas”, criado com o objetivo de difundir a produção cinematográfica do húngaro radicado no Brasil. Os curtas também foram exibidos nesta edição do evento. 

Na Temática Histórica, às 16h45, entra em pauta o debate “Cineclubes e Coletivos: A Experiência Fomentadora dos Anos 70 e 80”, que contará como a produção brasileira saiu do eixo Rio-São Paulo para ganhar força também em outros territórios, formando assim uma geração de novos cineastas. Contribuíram para isto o coletivo Mel de Abelha, do Piauí; o cineclube Antônio das Mortes, de Goiás; e os festivais de Super-8 realizados no Paraná. Falarão sobre o assunto os professores e cineastas Dácia Ibiapina e Fernando Severo e a pesquisadora Marina da Costa Campos, que serão mediados pelo curador Francis Vogner dos Reis.

 ATIVIDADES DE FORMAÇÃO

O programa de formação em audiovisual tem destaque na programação da 14ª CineOP. Neste domingo, o workshop internacional “Cinematecas regionais: O exemplo da Cinemateca da Bretanha” apresentará a particularidade e a importância das estruturas regionais de conservação e valorização do patrimônio audiovisual da França, entendendo quais são os desafios e caminhos para a efetivação e consolidação deste trabalho e quais exemplos podem ser dados para o Brasil. A apresentação será feita pela diretora da Cinemateca da Bretanha, Cécile Petit-Vallaud, com mediação do curador da Temática Preservação, José Quental

DE LANÇAMENTO DE LIVROS A SHOWS

O dia também contará com o lançamento de quatro livros: “Caderno de Notas: Mestrado Profissional em Artes”, de Marcos H. Camargo e Solange S. Stecz; “Cinema Brasileiro e Educação”, de Acir Dias da Silva e Salete Paulina Machado Sirino; “Cinema de Brincar”, de Cezar Miglionin e Isaac Pipano; e “Gestão Cultural e Diversidade: do Pensar ao Agir”, de José Márcio Barros e Jocastra Holanda Bezerra

Para encerrar, a Noite Sons do Norte – Tradições e Contemporaneidade mescla a música regional popular e o psicodelismo brasileiro da banda Pássaro Vivo à poesia de Júlia Ribas, que apresenta o show Ela, Marku, baseado em uma compilação e pesquisa musical pessoal da cantora, compositora e educadora, das canções de seu pai, Marku Ribas. A DJ La Lobba também se apresenta na festa, que começa às 22h, no Sesc Cine Lounge Show. A entrada é gratuita, e os ingressos começam a ser distribuídos na bilheteria, no horário de abertura do espaço.