PERFORMANCE AUDIOVISUAL - ABERTURA

Descrição

Foi concebida para abrir a temporada audiovisual da 13ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto e apresentar ao público as trêsTemáticascentrais desta edição:  Preservação –Fronteiras do Patrimônio Audiovisual; História–Vanguarda Tropical: Cinema e Outras Artes; e Educação – Escolas: Memórias do Futuro. 

Em destaque, a homenagem à atriz Maria Gladys e a revisita ao Brasil entre 1967 e 1968, a eclosão tropicalista que sedimentou um novo momento na produção estética. Como se deu o diálogo do cinema com as outras artes? O que 1968 representou como mudança de paradigma na arte brasileira? O que é necessário rever dessas histórias das vanguardas para além de seus paradigmas mais consagrados? Participam os artistas:

Barulhista
“Barulhista é uma palavra inventada para acabar com a procura de um nome para o que sou/faço: trilha sonora/escrita/conversa/concertos – tudo com base em experiências cotidianas.” É assim que esse artista mineiro, dedicado a criar performances musicais-audiovisuais, se apresenta. A partir da lógica do “remix”, o artista sonoro, produtor e compositor cria uma interessante camada autoral através dos cacos de sons e imagens que lhe servem de matéria-prima. Um trabalho de sensibilidade, que envolve a execução de instrumentos “analógicos” junto com os equipamentos eletrônicos. Premiado pelo trabalho em diversas trilhas sonoras, o Barulhista mantém parceria com artistas como André Abujamra, Chico de Paula e Reallejo.

Chico de Paula
Artista audiovisual e poeta. Desenvolve performances, espetáculos intermediáticos, instalações e conteúdos audiovisuais interativos para museus. Com formação em Arquitetura e Design, trabalha em diversos suportes, com foco na pesquisa de linguagem, a partir da tecnologia. Criou a Arquipélago como um ateliê de arte da fronteira, sempre em consonância com artistas de áreas e influências diversas, que tem na inquietude um motor para as suas ações.

 Grazi Medrado
Diretora artística, atriz e produtora cultural. Trabalha com diversos artistas, grupos e coletivos de teatro, música, dança, arte urbana, audiovisual e performance. Foi coordenadora de produção do Galpão Cine Horto, centro cultural do Grupo Galpão em Belo Horizonte. É colaboradora da segundaPRETA - espaço de reflexão, debate, prática artística negra, fabulações e outras histórias. Além da Mostra de Cinema de Tiradentes, cria e dirige as aberturas/performances das mostras CineBH e CineOP, em parceria com Chico de Paula.

Idylla Silmarovi
Atriz e arte-educadora. Formou-se no curso de licenciatura em teatro da Universidade Federal de Minas Gerais e no Centro Técnico Teatro Universitário. Pesquisa as interseções entre a arte e o ativismo dentro das artes cênicas, principalmente no que tange os debates de gêneros, sexualidades e estudos culturais latino-americanos. Foi bolsista pesquisadora pelo CnPq orientada por Antonio Hildebrando no projeto “Teatro x Realidade: representações do homoerotismo no teatro contemporâneo. Foi bolsista pesquisadora do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) orientada por Ricardo Figueiredo.Faz parte do coletivo Bacurinhas e Cia dos Aflitos. É atriz dos espetáculos: “GUERRILHA – experimento para tempos sombrios”, “Calor na Bacurinha”, “Bacubanda”, “Oié!”, “Essa Peça não tem preço”, “Estrela ou Escombros da Babilônia” e atriz convidada do “Campeonato Interdrag de Gaymada”. Co-produtora do “MOTIM – Mulherxs Organizadxs Trolando o Inquisidor Machista”, “Nossa Senhora [do Horto]” e “Bacurinhas em Debate”. Arte-educadora da Academia Transliterária. É uma Bacurinha aflita que acredita na união latino-americana e não aceita golpes. É a favor de guerrilhas.

Leo Piló
Artista inquieto, criativo; simples, dinâmico e humano. Com toda a sua prática na criação de adereços do cotidiano, Leo Piló apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os novos olhares para novas possibilidades diferenciadas de construção a serem aplicadas na revisão de atitudes e método dos 3 erres: Redução, Reciclagem e Reutilização. Uma tentativa constante de novas oportunidades de revisar hábitos com sustentabilidade. Sempre compartilhando as técnicas desenvolvidas através do aprendizado, das produções e da vivência, o artista procura criar um elo entre arte e natureza, promovendo recursos de reutilização de resíduos urbanos e gerando novas possibilidades inseridas na realidade atual em termos de cultura, arte educação, recursos econômicos e outros benefícios. O Lixo se tornou uma especialidade com o trabalho desenvolvido através da reciclagem e dos catadores com o artista Leo Piló que sempre tem como foco a busca de nova consciência ecológica e a pragmaticidade do seu trabalho na sociedade.

 Marcelo Veronez
Marcelo Veronez é artista ligado ao teatro e à música. Sua formação passa pelo teatro universitário da UFMG, pelo 1º Ato Centro de Dança e pela Anthonio Escola de Canto. Dedica-se à produção e direção de shows e principalmente à atividade do canto popular. Acaba de lançar seu primeiro disco, “Narciso deu um grito” com shows lotados no Teatro Sesiminas e no Cine Brasil em Belo Horizonte. É responsável também pela criação de um clássico das noites belorizontinas, o show “Não sou nenhum Roberto” onde relê de forma roqueira e gliterizada a obra de Roberto e Erasmo Carlos. É uma das pessoas mais relacionadas à retomada da cena carnavalesca da cidade, atuando diretamente no bloco Corte Devassa e em muitos outros.

Exibições