VANGUARDA TROPICAL: O CINEMA E AS OUTRAS ARTES

O ano de 1968 foi marcado pelas movimentações pelos direitos civis e contra a Guerra do Vietnã, pelo Maio de 1968 em Paris, pela primavera de Praga e pelas movimentações no Brasil contra a repressão do governo militar que no fim deste ano promulgava o Ato Institucional Número 5, que intensificou a repressão da ditadura militar. Ao mesmo tempo, a produção estética mudava profundamente os paradigmas no Ocidente. No Brasil, entre 1967 e 1968, a eclosão tropicalista sedimentou um novo momento na produção estética que, por mais respondessem às circunstâncias históricas do país e dialogassem com as vanguardas internacionais, era também resultado da experimentação desencadeada pelo modernismo dos anos 1920 e pela radicalidade da produção artísticas dos anos 1950 e de toda década de 1960, que atravessava as artes visuais, a poesia, o teatro, a música e o cinema.  O que 1968 representou como mudança de paradigma na arte brasileira? Qual sua particularidade frente a outras décadas que já se notabilizavam pela radicalidade estética? Qual a narrativa que temos hoje desse momento? Ela dá conta de toda sua complexidade? O que é necessário rever dessa histórias das vanguardas para além de seus paradigmas mais consagrados?

Convidados:

  • Celso Favaretto – professor |SP
  • Ivana Bentes –  |RJ (a confirmar)
  • João Moreira Salles – produtor e diretor | RJ (a confirmar)

 Mediador: João Luiz Vieira – coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual – PPGCine/UFF | RJ

Programação

15/06 | sexta - 10h00

Auditório I – 2º andar – Centro de Convenções