• EXIBIÇÃO DE FILME | CURTAS

 

A KOMBI DA ARTE E SEUS ABECEDÁRIOS AUDIOVISUAIS COMUNITÁRIOS

Título original: La combi del Arte (25′ de Dicionários Audiovisuais Comunitários)

 

PAPACUNA – AS BATATAS

3’48”, 2019

Cineastas: Crianças da comunidade quechua de Quico (NaçãpoQ’ero, Cusco, Peru).

Comunidade quechua de Quico (NaçãoQ’ero, Cusco, Peru).

A batata é o principal alimento em Quico. É cultivada entre 3.000 e 4.000 metros acima do nível do mar e é cozida de muitas maneiras diferentes. Você sabe o que é watia? As crianças desta comunidade da NaçãoQ’erro contarão para você.

 

KENE

3’17”, 2019

Cineastas: Crianças da comunidade Shipibo-Konibo de San Francisco de Yarinacocha (Ucayali, Peru).

O kene é uma arte feminina feita por mulheres Shipibo-Konibo. Elas, através de visões que vêm de plantas sagradas, observam diferentes padrões geométricos que depois pintam, tecem e bordam em seus corpos, tecidos e potes.

 

KNOYA (MOTELO)

2’39”, 2017

Cineastas: Crianças e adolescentes da comunidade de Yine de Miaría (Baixa Urubamba, Peru). Comunidade de Yine de Miaría (Baixa Urubamba, Peru).

Ninguém estava apostando no motelo em sua corrida contra os cervos, mas ela tinha um plano secreto contra o veado, mas ela tinha um plano secreto que levaria a história a um fim inesperado.

 

WYÑAY MARCA (TITICACA)

2’49”, 2018

O maior lago navegável do mundo, o Titicaca, é conhecido pelo povo aymara como Wiñay Marka. De suas águas, as pessoas captura um peixe para comer para a alimentação; animais únicos vivem em suas margens, como as rãs gigantes; e em suas profundezas jazemos restos dos temidos descansam os restos dos temidos pumas cinzentos.

 

OSHETONIRO (MACACO ENDEMONIADO)

1’52”, 2017

Cineastas: Crianças e adolescentes da comunidade Nueva Luz (Bajo Urubamba, Peru).

O oshetoniro é um animal, mas também um grande e feroz demônio feroz que vive no monte ao longo dos rios, onde alguns afirmam ter rios, onde alguns afirmam ter visto suas pegadas. Pode afogar as pessoas e levá-las para o monte para transformá-las.

 

BAAWAJA (RIO TAMBOPATA)

2’15”, 2018

Cineastas: Crianças e adolescentes da comunidade de

Comunidade Ese Eja de Infierno (Madre de Dios, Peru).

 O rio Tambopata, em Madre de Dios, é conhecido pelo povo Ese Eja como Baawaja, por causa do som que suas águas fazem em sua parte superior, quando fluem entre pequenas pedras que dão origem a numerosas quedas d’água. Nele habitam peixes, macacos, papagaios e sereias, cujas canções atraem homens nas noites de lua cheia.

 

BETEN MAZAMORRA

3’34”, 2019

Qual é o prato feito com banana verde e peixe que o povo de Ucayali tanto gosta?Ucayali? Os meninos e meninas da comunidade Shipibo-Konibo de San Francisco de Yarinacochanos contam neste vídeo todos os segredos de como preparar a melhor “betén”.

 

INTIWAN PUYOWAN (EL SOL Y LAS NUBES)

3’59”, 2019

Em Quico, o céu é azul e o sol é quente, mas também é possível ver muitas nuvens. Eles vêm de baixo, dos yungas, e chegam à comunidade sob a forma de névoa.Você sabe por que as isto é tãoimportante? As crianças desta comunidade da NaçãoQ’erro explicam isso a você!

 

KOOPAJON (CABANAS)

2’58”, 2020

Cabañas é uma pequena comunidade em Acayucan (México), no qual seus habitantes falam uma das 68 línguas nativas do país: Zoque-Popoluca, que está prestes a desaparecer. Popoluca, que está à beira do desaparecimento. Nessa comunidade onde vivem mais de 400 famílias, tudo está mudando, mas há esperança. Há ainda avós que estão dispostas a ensinar as crianças mais novas a língua de seus antepassados.

 

 

  • MASTERCLASS INTERNACIONAL

 

Convidada internacional: TERESA CASTILLO – gestora cultural / A Kombi da Arte | PERU

 

TEMA: DICIONÁRIOS AUDIOVISUAIS COMUNITÁRIOS: REVITALIZAÇÃO DE LÍNGUAS INDÍGENAS

O Peru é um país diversificado cultural e linguisticamente, com 55 povos indígenas e 48 línguas nativas fala das por mais de quatro milhões de pessoas na costa, nas terras altas e na floresta. A maioria deles está diminuindo em número como resultado da dominação cultural. E esta realidade torna os povos que os falam vulneráveis, devido ao perigo de extinção cultural que a perda de uma língua implica. A Educação Intercultural Bilíngue (EIB), como política educacional peruana, promove o aprendizado da língua nativa desde o nível inicial, pois há ampla evidência de que melhores resultados são obtidos quando os professores usam a língua da comunidade na escola e promovem o aprendizado de sua cultura para outras pessoas. Manter uma língua viva mantém viva uma cultura, uma forma de vida e uma visão de mundo. As crianças que falam duas ou mais línguas têm uma melhor compreensão de seu ambiente social e emocional.

 

Neste contexto, o projeto DAC “Dicionários Audiovisuais Comunitários” busca trabalhar em coordenação com as comunidades nativas em uma série de ações para fortalecer e revitalizar suas respectivas línguas nativas através da aprendizagem de técnicas audiovisuais com as quais as crianças e adolescentes de cada um deles, guiados por seus próprios professores, trabalham de perto com seus mais velhos e registram em pílulas audiovisuais as diferentes palavras de sua língua e as tradições orais a ela associadas.

 

Mediadora: Débora Nakache – Professora e Investigadora em Psicologia Educacional – UBA | ARGENTINA

 

*Haverá tradução simultânea – Português/ ESPANHOL/Português