Teresa Castillo  – gestora cultural / A Kombi da Arte |  PERU

25 de junho | sábado | 9h30 às 11h30

Local: Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto

Carga horária: 2h

Vagas: 100

Faixa etária: a partir de 18 anos


CURRÍCULO DA INSTRUTORA

Comunicadora audiovisual e jornalista. Atualmente ela é codiretora da Associação Cultural Peruana La Combi-arte rodante e diretora artística do Festival de Cinema da Liberdade de Expressão Censurados Film Festival. Nos últimos 14 anos ela realizou mais de 200 curtas participativos sobre diversidade cultural, direitos humanos e meio ambiente com crianças, adolescentes e jovens de diferentes comunidades e populações no Peru, Colômbia, México, Equador, Brasil, Bolívia e Espanha. Ela também participou do desenvolvimento de projetos educacionais audiovisuais como Cineclubes Escolares, 30+1 Film Rights e DAC (Diccionarios Audiovisuales Comunitarios). Entre 2006 e 2011 foi cofundadora e co-diretora da Associação Cultural Peruana Nômades – Cine Itinerante, dedicada à organização de exibições de filmes ao ar livre em comunidades rurais e indígenas da América Latina, assim como oficinas participativas de cinema e audiovisual.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O Peru é um país diversificado cultural e linguisticamente, com 55 povos indígenas e 48 línguas nativas faladas por mais de quatro milhões de pessoas na costa, nas terras altas e na floresta. A maioria deles está diminuindo em número como resultado da dominação cultural. E esta realidade torna os povos que os falam vulneráveis, devido ao perigo de extinção cultural que a perda de uma língua implica. A Educação Intercultural Bilíngue (EIB), como política educacional peruana, promove o aprendizado da língua nativa desde o nível inicial, pois há ampla evidência de que melhores resultados são obtidos quando os professores usam a língua da comunidade na escola e promovem o aprendizado de sua cultura para outras pessoas. Manter uma língua viva mantém viva uma cultura, uma forma de vida e uma visão de mundo. As crianças que falam duas ou mais línguas têm uma melhor compreensão de seu ambiente social e emocional.

Neste contexto, o projeto DAC “Dicionários Audiovisuais Comunitários” busca trabalhar em coordenação com as comunidades nativas em uma série de ações para fortalecer e revitalizar suas respectivas línguas nativas através da aprendizagem de técnicas audiovisuais com as quais as crianças e adolescentes de cada um deles, guiados por seus próprios professores, trabalham de perto com seus mais velhos e registram em pílulas audiovisuais as diferentes palavras de sua língua e as tradições orais a ela associadas.