Cinema e TV: uma simbiose

Um dos ícones da nouvelle vague, o cineasta Jean-Luc Godard tinha carinho pela televisão. “Pessoalmente, eu não ficaria triste se os filmes deixassem de existir. Eu faria televisão. TV transmite coisas”, disse o diretor de “O Desprezo” (1963), filme que alvoroçou a crítica por causa da nudez da atriz Brigitte Bardot. Sujeito antenado que era, Godard sabia que o potente meio de comunicação cumpriu papel crucial para que nomes de peso da sétima arte – além dele próprio – concebessem suas inventivas obras, experimentando estéticas e criando estilos. A lista reserva espaço para gente essencial na história do cinema: Alexander Kluge, Alfred Hitchcock, Roberto Rossellini e Jean Renoir.

A TV, ao contrário do que se acredita, não é um espaço infestado de banalidades e futilidades. Mas, em se tratando de Brasil, o cinema estrangeiro – especialmente o hollywoodiano, com suas comédias repetitivas – e a telenovela formaram o imaginário das gerações que habituaram-se a consumir as imagens televisivas, assim como os telejornais detiveram a narrativa política e social do passado e detém a do presente. E de olho na relevância da televisão para a sociedade brasileira e atenta aos 70 anos de sua chegada ao País, a temática histórica da 15ª Mostra de Cinema de Ouro Preto discute sua hegemonia no imaginário popular, além de sua representatividade cultural e sua memória.

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