03/09 | quinta | 20h

A televisão faz 70 anos em 2020. Podemos pensar sua história de diversas maneiras, mas certamente a mais interessante não é a da celebração dos marcos das concessões comerciais (os canais tradicionais), mas sim a das tentativas de fazer da televisão um instrumento de comunicação e invenção desafiador para o grande público. Essa história, é a história das exceções, e por isso é uma das disputas políticas mais importantes do nosso tempo. Hoje, quando a televisão tradicional é ainda o maior meio de comunicação do país, a busca pela convergência com plataformas digitais se impõe absolutamente, plataformas essas que nesse momento de isolamento também servem ao teatro, à música e ao cinema. Como o cinema brasileiro pode sobreviver, se adaptar e se reinventar nesse contexto? Em uma época de consolidação da ‘multiplicação das telas’ e das grandes companhias de streaming podemos garantir um espaço efetivo e produtivo para o audiovisual brasileiro? Como ter uma ação substancial apesar da ausência do poder público no debate?

Convidados:
Ailton Krenak – liderança indígena, escritor e filósofo | MG
Tadeu Jungle – roteirista e diretor de cinema, TV e realidade virtual | SP

Mediadores:
Clarisse Alvarenga – curadora Temática Educação | MG
Francis Vogner dos Reis – curador Temática Histórica | SP

 

*Debate com intérprete de Libras.