AUDIOVISUAL BRASILEIRO E UNIVERSO MUSICAL DA CANTORA ZÉLIA DUNCAN MOVIMENTAM PROGRAMAÇÃO DESTE SÁBADO

Para quem está em busca de atividades culturais para curtir o final de semana no conforto e segurança do lar, a dica é a programação cinematográfica e artística da 16a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Neste sábado, dia 26, além das exibições de longas e curtas, distribuídos nas mostras temáticas Histórica, Preservação, Educação, Homenagem, Contemporânea, Valores e Mostrinha, tem também a apresentação da cantora e compositora Zélia Duncan, que vai agitar à noite no Sesc Cine Live Show. Tudo isso de forma gratuita e em ambiente virtual no site www.cineop.com.br.

Confira os destaques da pela equipe curatorial de longas e curtas-metragens.

Longas-metragens

Na seleção de longas, ganham relevo na Mostra Histórica | O Brasil em arquivos e apuros, três filmes que ajudam a desmontar algumas farsas dos discursos oficiais e colonizadores. Dirigido por Rogério Sganzerla, o documentário “Tudo é Brasil”, trata do período em que Orson Welles esteve no Brasil (1942) para a realização de It’s All True. Nele, fragmentos de imagens que registram Welles no Rio, Salvador e Fortaleza são sobrepostos por gravações em áudio de alguns depoimentos radiofônicos seus e de composições interpretadas por artistas como Carmen Miranda e Herivelto Martins.

Em “Yndio do Brasil”, o diretor Sylvio Back reúne uma colagem de dezenas de filmes nacionais e estrangeiros – de ficção, cine-jornais e documentários – revelando como o cinema vê e ouve o índio brasileiro desde quando foi filmado pela primeira vez em 1912.

Tabus, preconceitos e estereótipos são alguns dos temas abordados em “A negação do brasil” do cineasta Joel Zito Araújo. Trata-se da história das lutas dos atores negros pelo reconhecimento de sua importância na história da telenovela – o produto de maior audiência no horário nobre da TV brasileira.

A Mostra Homenagem, dedicada ao ator Chico Diaz, apresenta a ficção “Os Matadores”, de Beto Brant. Baseado no conto “Matadores”, de Marçal Aquino,o presente e passado se misturam em torno da morte de Múcio, o pistoleiro mais competente da região, mostrando que matar ou morrer é uma fronteira fácil de se atravessar.

A Mostra Contemporânea – Memórias das artes brasileiras evidencia três documentários. “O amor dentro da câmera”, das diretoras Jamille Fortunato e Lara Beck, conta a história de Conceição e Orlando Senna, desbravadores do audiovisual, que vivem um romance de quase 60 anos, atravessados pela história do cinema e da América Latina. “Máquina do desejo: 60 anos de teatro oficina”, dirigido por Joaquim Castro e Lucas Weglinski, foi construído a partir do precioso acervo audiovisual da Associação Teatro Oficina UzynaUzona, que, em seus mais de 60 anos, transborda o palco e penetra na história do Brasil. Já “Aquilo que eu nunca perdi”, da diretora Marina Thomé, acompanha a vida e obra da cantora e compositora Alzira E. Nascida no Mato Grosso do Sul e radicada em São Paulo desde os anos 1980, Alzira construiu sua carreira com parceiros como Itamar Assumpção, Ney Matogrosso, Almir Sater e sua irmã, Tetê Espíndola.

Encerrando o destaque da programação de longas está a Mostrinha com a exibição de “Dentro da caixinha – segredo de criança”, de Guilherme Reis. A história é sobre três irmãos que fazem sucesso na escola com as caixinhas da avó, relíquias de família que transportam pessoas para o universo das cantigas de roda.

Curtas-metragens

Paraeste sábado, a Mostra Educação ressalta três produções do programa chileno Cero en Conducta: “Cartas Visuales”, de Isabel Tapia e Javiera Quintanilla; “De La Cama Al Living”, de Tomás Norambuena e Isabel Tapia e “Un Minuto”, de Santiago Martínez, Sebastián Rojas e Isabel Tapia.

Apresentandofilmes relacionados a alguns debates da 16a CineOP, a Mostra Preservação exibe obras geradas em vídeo magnético, filme restaurado e produções não contemporâneas digitalizados a partir de película. Os destaques do dia contemplam a compilação de registros do acervo do instrumentista, compositor e pesquisador Djalma Corrêa e o documentário de 1993 de Ozualdo R. Candeias sobre a Cinemateca Brasileira.

A Mostra Contemporânea – Rede Minas inclui as animações: “Caixinha de música”, da diretora Ana Carolina do Monte, que trata da relação de uma estudante de balé com uma caixa de música amaldiçoada; “Subsolo”, de Erica Maradona e Otto Guerra, tendo como pano de fundo a narrativa de três amigos que frequentam diariamente a mesma academia em busca de corpos ideais e “Napo”, de Gustavo Ribeiro, apresentando a história de um senhor, que com o agravamento de sua doença, precisa se mudar para a casa de sua filha, onde seu neto reinterpreta fotografias antigas em desenhos. A programação conta ainda com a ficção “25 anos sem asfalto”, de Fabi Andrade. Na trama, Rose se empenha para garantir ao seu filho Pedro um futuro melhor do que uma vida confinada entre as ruas de terra do bairro e o asfalto da cidade.

Na programação da Mostra Valores | TV UFOP, o público poderá acompanhar dois episódios da série “Minha voz – minha vez”: “D.Cecília – Tapetes de Arraiolo” e “Capitão Xisto – Congado”. Dirigido por Gabriel Caram e produzida pela TV UFOP, a série busca valorizar a cultura negra ouropretana e afrobrasileira, e levantar debates sobre: racismo, preconceito, resistência, políticas públicas e a participação das/dos negras e negros na sociedade. O programa é apresentado pela historiadora e pesquisadora da cultura negra Sidnéa Santos.

Asessão de curtas da Mostrinha conta com a animação “As novas aventuras do Kaiser”, do diretor Marcos Magalhães. Guilherme e Olívia são dois jovens brasileiros apaixonados pela animação. Depois de ouvirem falar sobre o primeiro filme animado produzido no país, eles vão até a Biblioteca Nacional para colher informações sobre “O Kaiser”, de Álvaro Marins. Acidentalmente, eles libertam o personagem da sua prisão centenária e agora precisam evitar que ele destrua o Centro do Rio de Janeiro com seu ímpeto belicoso.

Para agradar os pequenos e toda família tem também a exibição do documentário “Me liga na lata – episódio 09 – Maranhão 1”, dos diretores Renata Meirelles e David Reeks. Com um telefone de lata, crianças do Maranhão, elas falam sobre a festa do Bumba meu Boi, a vida no mangue, o navegar dos barquinhos feitos da raiz do ariticum, quilhas de chumbo derretido, a tradicional prancha de tampa de geladeira, os brinquedos feitos da palha de babaçu e o passo a passo da construção até a zoada, do carrinho de boi.

Para que todos tenham acesso aos filmes e possam se divertir, as duas produções da Mostrinha contam com acessibilidade – libras, audiodescrição e legendas descritivas.

Universo musical de Zélia Duncan

Neste sábado, dia 26, a partir das 21 horas, quem agita o palco do Sesc Cine Live Show é a cantora e compositora Zélia Duncan. Direto de sua casa, a artista apresenta um pedaço de seu abrangente universo musical. São canções de seu repertório afetivo e de sua trajetória. “O Lado Bom Da Solidão – em casa” é a possibilidade de compartilhar a música com um público que goste de imaginar que estava presente quando as canções foram feitas. Isolados, porém unidos pela música e pelo desejo de que o máximo de pessoas, possa se proteger e assim, proteger a cada um que precisa realizar serviços essenciais por todos nós, fora de casa.

SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

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SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL    
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS
  • MOSTRINHA
  • MOSTRA VALORES
  • SESSÕES CINE-ESCOLA
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA
  • OFICINAS
  • MASTERCLASSES INTERNACIONAIS
  • EXPOSIÇÃO VIRTUAL “MEU CARTÃO POSTAL DE OURO PRETO”     
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL
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