O ENCONTRO ENTRE CINEMA E EDUCAÇÃO: UM BELO SAMBA PARA AMPLIAR O ENSINO E A CRIATIVIDADE DE JOVENS E CRIANÇAS

A relação da educação com o uso do audiovisual nas salas de aula inclui um outro trabalho para além da exibição de filmes: a escolha daquilo que será apresentado. Daí que a mesa da manhã deste domingo na 16a CineOP (27/6) “Pedagogias do cinema e curadoria” reuniu duas experiências pedagógicas – uma do Brasil e outra do Chile – para refletirem juntos algumas formas de construir conhecimento nas escolas tendo o uso de imagens e sons como elemento do aprendizado.

Convidado internacional da mostra, o professor da Universidade do Chile Nicolás Guzman Martinez, responsável pelo projeto “Cero en Conducta”, exaltou a importância de compreender as crianças como figuras ativas no processo de ensino, de utilizar os filmes para permitirem um espaço de rebeldia aos estudantes, no sentido da liberdade criativa e inventiva. “É uma mudança de mentalidade e é uma coisa que tentamos levar para o programa. Queremos que os estudantes tenham a possibilidade de enfrentar o mundo, e as nossas oficinas têm o objetivo mais que ensinar, mas também criar uma instância de pensar o mundo através das imagens, de deixar que essa juventude se permita uma nova organização do mundo”, explicou Martinez.

O impacto da pandemia afetou os jovens estudantes chilenos de forma similar ao que se vê no Brasil, mas Nicolás Martinez disse que, apesar dos problemas, foi surpreendente o quanto as crianças ampliaram as possibilidades de trabalharem o audiovisual. “Cada estudante fazia o seu trabalho isoladamente, pelo celular, o que permitiu alguns exercícios mais profundos em relação aos que faziam em sala. Eles encontraram outras maneiras de lidar com o dispositivo”.

Professora na UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), Ana Paula Nunes relembrou de que forma se deu a evolução do cinema-educação como elemento agregador de ensino e apontou que, naturalmente, mais jovens e crianças passaram a fazer seus filmes em processos colaborativos. Nunes frisou que a definição de programas de curtas-metragens para serem exibidos a estudantes tem por consequência que haja uma curadoria desses curtas, que se pense quais e de que forma serão apresentados. “Eu chamo de curadorias educativas, e o professor deve ter em mente que os filmes nunca estão sozinhos numa seleção. Um termina e começa outro, então eles falam em conjunto, eles se relacionam. A curadoria deve pensar essas combinações de forma a estimular uma conversa entre os filmes que possa convidar o espectador a refletir”.

Ao resumir as ideias em discussão no debate, Adriana Fresquet, uma das curadoras da Temática Educação na CineOP, disse que o cinema deve ser pensado como objeto-chave na escola. “Não falo em uso do cinema, pois qualquer palavra que venha depois de ‘uso’ faz ele se tornar uma ‘coisa’ a ser utilizada. O cinema não é ferramenta, não é instrumento: o cinema e a educação são artes e são ciências que, quando se encontram, dão um belo samba”.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

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SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

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SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

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  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA                                                                    
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