CINEMA E TEATRO EM DIÁLOGO NA PROGRAMAÇÃO DA 16A CINEOP DESTE DOMINGO

Ainda dá tempo de assistir, em qualquer tela e qualquer hora, no site www.cineop.com.br a programação gratuita da 16a CineOP. Até o dia 28, data de encerramento da Mostra, serão ofertados 118 filmes em pré-estreias e mostras temáticas (32 longas, 06 médias e 80 curtas-metragens) de 4 países e 14 estados brasileiros. Neste domingo, dia 27 de junho, os destaques da seleção fílmica da equipe curatorial trazem ficções, documentários, experimentais, drama, entre outras produções. Em diálogo com a sétima arte, o público também terá a oportunidade de assistir a peça teatral “A lua vem da Ásia” escrito pelo autor mineiro Campos de Carvalho e estrelada pelo ator Chico Diaz, homenageado desta edição da CineOP.

Longas-metragens

Carmen Miranda e Mário Reis são de um mesmo momento histórico da cultura popular e musical brasileira, a década de 30, mas com presenças muito distintas nesse arranjo histórico/cultural, como fica claro nos dois filmes em relevo da Mostra Histórica neste domingo. Ela em seu papel internacional de figura embaixatriz da cultura e da imagem do Brasil, e ele por dentro de uma tradição brasileira do samba. Em “Carmem Miranda: banana is my business”, da diretora Helena Solberg, o público vai conhecer, ou até mesmo reviver, a extraordinária história de Carmen Miranda, estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo. “O Mandarim”, do cineasta Júlio Bressane, revela uma biografia experimental sobre o cantor Mário Reis, onde cantores de diversas gerações da música popular brasileira interpretam artistas clássicos do passado em um passeio documental e ficcional pela vida do conhecido “bacharel do samba”.

A Mostra Homenagem destaca o drama “Amarelo Manga”, do diretor Cláudio Assis, que tem como pano de fundo uma sucessão de histórias curtas que se passam na cidade do Recife. Um açougueiro casado com uma mulher evangélica mantém uma amante. Um necrófilo é fascinado pela dona de um bar. E um rapaz sonha em conquistar o açougueiro.

Da Mostra Contemporânea | Os espaços e os vestígios da história, a curadoria põem em evidência três filmes que lidam com lutas coletivas. Dos diretores Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Muribeca” explora o drama de moradores do Conjunto Habitacional Muribeca diante da transformação de seus lares em uma verdadeira cidade fantasma. O documentário “Mata”, dos diretores Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes, trata do embate entre um agricultor e uma comunidade indígena diante do avanço de plantações de eucalipto. E “A senhora que morreu no trailer”, dos cineastas Alberto Camarero e Alberto de Oliveira revela a conturbada vida de Suzy King, uma encantadora de serpentes brasileira encontrada morta em um trailer na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Comédia e diversão estão garantidos na Mostrinha com “Passagem Secreta”, de Rodrigo Grota. O longaagrega uma série de referências aos filmes que compõem o imaginário do cinema infanto-juvenil dos anos 1980, uma mistura de ficção científica, terror e drama familiar. Repleto de divertidas referências, a produção é uma verdadeira viagem no tempo para jovens, crianças e adultos. A obra conta ainda com a atuação memorável do cantor, ator e compositor Arrigo Barnabé.

Média – metragem

Neste domingo, a programação da Mostra Preservação convida o público para conferir produções do acervo da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. São três episódios do programa televisivo “Revista do Cinema Brasileiro”, com destaque para os temas da Comemoração do Dia Internacional da Mulher, com entrevistas de diretoras, produtoras e atrizes do cinema brasileiro, e da comemoração dos 45 anos da Cinemateca do MAM (que em 2020 completou 65 anos).

Curtas-metragens

Para quem gosta de curtas, a dica são os documentários e filmes experimentais da Mostra Contemporânea | Cine –Praça. A sessão conta com “Ouro para o bem do Brasil”, de Gregory Baltz, que trata da repercussão da campanha criada para estimular doações de bens pela população durante a ditadura militar, com o intuito de erradicar a dívida externa do Brasil. Os curtas “Descompostura”, de Alline Torres, Anaduda Coutinho, Márcio Plastina e Víctor Alvino; e “República do Mangue”, de Júlia Chacur, Mateus Sanches Duarte e Priscila Serejo, produzidos coletivamente em oficina no Arquivo Nacional, propõem novos olhares para registros fotográficos históricos: o primeiro desarranja a perspectiva de quem vê e quem é visto em fotografias de mulheres negras no pós-abolição e o segundo recupera a disputa e a resistência de mulheres em casas de prostituição na Zona do Mangue, do Rio de Janeiro. Vai!”, curta de Bruno Christofoletti Barrenha, busca recuperar a história do Corinthians, durante os 23 anos que ficou sem ganhar um título, em paralelo ao contexto da ditadura militar no Brasil. E em Uma Invenção sem Futuro”, de Francisco Miguez, a magia do cinema em película é lembrada pelo ponto de vista de três projecionistas.

A Mostra Contemporânea – Rede Minas apresenta dois documentários. “Coleção Preciosa”, dos diretores Rayssa Coelho e Filipe Gama, acompanha a relação de um técnico de refrigeração de Vitória da Conquista com a sétima arte. E “Adeus aos livros”, de Diego Quinderé de Carvalho, trata da luta de José Ribeiro, um livreiro de 76 anos, para preservar a memória e o acúmulo excessivo de livros em seu sebo, diante da especulação imobiliária.

Já a Mostra Contemporânea – TV UFOP exibirá em sua grade três sessões de curtas-metragens realizados em universidades e escolas de formação de cinema e audiovisual. “Eu sou da Lyra”, de Beatriz Lira, foi realizado em parceria com a Faculdade Integrada Hélio Alonso (Facha). Com arquivos de família, a diretora recupera a história de sua avó Celina Lyra. Da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), “Pot-Pourri” é uma criação coletiva de Leonardo da Rosa, Gianluca Cozza, André Berzagui e Guilherme Tusset, a partir de canções que embalam memórias de uma senhora que acaba de completar 70 anos. Realizada no curso de Audiovisual do Senac, está a ficção A luz incidiu sobre nós como a pálida noite”, de Lucca Girardi, que aprofunda o conflito entre duas irmãs que lidam com a morte e com o trauma.

Mostra Homenagem – Dedicada ao ator Chico Diaz, destaca três curtas de ficção. “Quem você mais deseja”, dos diretores André Sturm e Silvia Rocha Campos, revela a trama de uma mulher que, através de cartas, procura o homem que ela sabe que nunca mais encontrará, e acaba encontrando um outro que precisa esconder-se para conseguir ser encontrado. “Cachaça”, da cineasta Adelina Pontual, acompanha uma aposta de dois homens num bar do centro da cidade: ver quem aguenta tomar mais cachaça. A noite transcorre com suas revelações e personagens. Os primeiros raios do sol revelarão o vencedor. E “De sentinela”, da diretora Kátia Maciel, conta a história de uma sentinela que passa a observar uma mulher que passa.

A Mostra Educação deste domingo é dedicada às produções do Programa Escuela al Cine, da Biblioteca Nacional de Cinema do Chile. Uma iniciativa cujo objetivo é formar públicos escolares para o cinema e audiovisual chileno. Os filmes selecionados são: “El Regalo De La Huerta EnPandemia”, de Vicente Navarrete Ojeda; “Raíces”, de Nahuel Espinoza Sandoval; “Made in Japan”, de Victoria Cifuentes; “Sobre Ruedas”, de Valeria Cuevas e “Desde Mi Piel”, de Victoria Antío.

Cinema e teatro em conexão nas telas da 16a CineOP

Em 2011, o ator Chico Diaz estreou no palco sua adaptação do romance surrealista “A lua vem da Ásia”, escrito pelo autor mineiro Campos de Carvalho. A obra surrealista, carregada de humor ácido, levanta questões sobre os limites do poder, das hierarquias e o lugar de cada cidadão na sociedade. Procurando perspectivas, pontos de fuga, por meio da memória, do imaginário e dos afetos, Chico Diaz usa a arte para provocar reflexões e ações. O texto fala sobre lucidez e loucura, prisão e liberdade. O público terá duas oportunidades para conferir o espetáculo na programação da 16a CineOP. A peça teatral estará disponível no site www.cineop.com.br em duas sessões: às 19 e 21 horas.

SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

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SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS
  • MOSTRINHA
  • MOSTRA VALORES
  • SESSÕES CINE-ESCOLA
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA
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