DEBATE EXALTA QUE A LUTA POR LIBERDADE E SOBREVIVÊNCIA DOS MAXAKALI PASSA PELO CINEMA E PELA EDUCAÇÃO

O encontro anual “Um plano de cinema, um plano de aula” acontece todos os anos na programação da Temática Educação na CinOP com o propósito de relacionar as experiências de filmar e de preparar projetos pedagógicos de forma a ambas se complementarem. Em 2021, na 16a edição do evento, o encontro promovido foi entre a professora Rosangela de Tugny, da UFRB (Universidade Federal d Recôncavo Baiano), e os realizadores do documentário “Nuhu yãgmu yõg hãm: Essa Terra é Nossa!”, representados no debate pelo casal Sueli e Isael Maxakali e por Roberto Romero (os três assinam a direção do filme, além de Carolina Canguçu). A mediação foi de Clarisse Alvarenga, uma das curadoras da Temática Educação. 

“Nuhu yãgmu yõg hãm: Essa Terra é Nossa!” venceu prêmio do Júri Jovem em janeiro de 2021 na Mostra de Cinema de Tiradentes e é mais um de uma série de trabalhos assinados por Isael e Sueli retratando os desafios e o cotidiano de seu povo. Para Rosangela de Tugny, o filme é um ponto de virada, ao mostrar os realizadores diante de enfrentamentos diretos com homens brancos que querem expulsá-los de suas terras. “Existe uma ação muito grande na decisão de sair para uma nova etapa de luta desse casal e da comunidade na qual eles estão, que reúne 96 famílias”, frisou a professora. Durante o debate, um trecho do filme foi exibido, mostrando o encontro entre a equipe indígena de filmagem e capangas que tentam tirar satisfação do trabalho ali desenvolvido.

Na conversa, Isael apresentou um panorama das violências cometidas contra os maxakali, com mortes constantes entre os indígenas, opressão ilegal por parte de fazendeiros e outros obstáculos. Ele celebrou que, apesar das dificuldades, os povos estão se unindo cada vez mais e conseguindo ampliar a própria ocupação em seus territórios. “Se não temos a terra, não vai ter educação indígena, não tem saúde indígena, não tem encontro do pajé, não tem conselho. Então estamos aqui lutando para conseguir o território para a sobrevivência dos maxakali. Os indígenas são os fundadores do Brasil e é por todos os povos que nós lutamos”, alertou ele.

Por sua vez, Sueli, em conversa com Rosangela de Tugny, descreveu a importância de se relacionar os filmes sobre as lutas indígenas a processos de educação nas escolas. “É importante nossas crianças saberem que ali (nos espaços mostrados nas imagens) têm memória. Ali, quando morre uma pessoa, fica a marca, e cada vez mais que morre mais gente, a história aumenta. Nossa terra é onde há mais violência, preconceito e onde os brancos sabem que o território é dos povos indígenas. Por isso eles querem se mostrar como se fossem os donos de uma terra que não é deles”.

A diretora frisou o quanto a situação indígena piorou ainda mais nos últimos dois anos. “O governo hoje não reconhece que nosso povo está nesse sofrimento. Esse governo quer acabar com todos os povos indígenas”, disse. Ao fim da conversa, Roberto Romero resumiu: “Os povos precisam ter terra para caminhar, para filmar e para fazer o que quiserem com liberdade”.

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SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

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16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

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