APROXIMAÇÕES ENTRE FICÇÃO E REALIDADE NO BATE-PAPO SOBRE O FILME EM PROCESSO “GIRASSOL VERMELHO”

Na tarde deste sábado, dia 26, a 16a CineOP promoveu uma Roda de Conversa com parte da equipe do filme em processo “Girassol Vermelho”. Participaram do bate-papo André Hallak – produtor | MG, Carlos Tribi – coprodutor | Colômbia, Chico Diaz – ator homenageado | RJ, Éder Santos – diretor e roteirista | MG e Mônica Cerqueira – roteirista | MG. A mediação foi de Marcelo Miranda – crítico de cinema | MG. Trechos do filme em processo “Girassol Vermelho” ficaram disponíveis no site da CineOP por 24 horas, entre as 18 horas do dia 25 de junho, até as 18 horas do dia 26/06.

Para contextualizar a conversa, o produtor André Hallak explicou que “Girassol Vermelho” é o terceiro longa dirigido por Éder Santos, o segundo realizado pela produtora mineira Trem Chic e fará parte de uma trilogia iniciada com “Deserto Azul”. “O projeto surgiu em 2015, foi filmado em 2017 e passou por várias transformações, inclusive de roteiro. O longa foi filmado em uma única locação, uma fábrica em Vespasiano. Inclusive, a produção da trilha sonora e a direção de arte utilizaram os materiais disponíveis na fábrica, para a construção de sons, objetos e cenários. Ainda não temos uma data prevista para terminar o projeto, mas esperamos que até o início do ano que vem ele seja finalizado”.

Hallak afirmou que “Girassol Vermelho” não é exatamente uma ficção científica, mas sim um filme atemporal. “Seguimos a linha dos trabalhos do Éder, de unir cinema e arte, o que traz essa referência atemporal para o longa”. O produtor relembrou ainda que, para viabilizar a participação de Chico Diaz como protagonista, foi necessário adaptar e reorganizar a produção”.

Chico Diaz declarou que estava curioso em saber de que forma a produção precisou ser adaptada para sua presença no set. “Vocês foram muito cuidadosos por se adaptarem às minhas condições de trabalho. Isso me dá muita alegria”, agradeceu o ator. Questionado pelo público do chat, sobre uma cena exibida na CineOP em que seu personagem toma um banho de areia dentro de um box de vidro, Chico justificou que “Romeu é um personagem muito abrangente, com uma narrativa ímpar e que esse tipo de cena não é um sofrimento, mas um prazer para um ator poder fazer parte de um projeto ousado como este, e se sujeitar às experiências e experimentação”.

Diretor e co-roteirista do longa, Éder Santos comentou que o filme exigiu muito fisicamente do Chico e que esta cena da areia, em especial, foi bem sofrida para o ator. “Originalmente, pensamos no Chico para fazer um dos oficiais. Mas quando mandamos o roteiro, ele resolveu que queria ser o Romeu. Isso revolucionou a produção, mudou a nossa vida. Fizemos o filme em 12 dias e com diárias de seis horas, para poder comportar e aproveitar a presença do Chico. E até hoje, ele continua envolvido, acompanhando todas as etapas”, ressaltou.

Para Mônica Cerqueira, foi um prazer trabalhar com um ator com uma gama de variações e expressões como o Chico Diaz. “É maravilhoso ver a atuação desse homem e ator brilhante”. A roteirista esclareceu que “Girassol Vermelho” é uma livre adaptação de contos do Murilo Rubião, que são textos marcados por um forte realismo fantástico. “E o Éder é um cineasta que trabalha contra a corrente e desloca a gente para outro mundo, fora do convencional. Essa ousadia está no ‘Girassol’ e também em ‘Deserto Azul’. Essa ousadia é muito necessária. É preciso ser surreal e partir para outros planos, o cinema não tem muito sentido se não estiver alinhado com esse espírito”. Sobre seu processo de construção do roteiro, explicitou que foi um pouco diferente do padrão. “Não ofereci um roteiro pronto. Fui convidada pelo Éder e elaboramos juntos. Fizemos uma série de exercícios de possibilidades, até chegar a um formato”.

Éder Santos recordou que a história começou quando o produtor André Hallak sugeriu fazer todo o filme nessa fábrica. “A ideia original era fazer as locações no Teatro Oficina, em São Paulo. Mas quando visitamos a fábrica, começamos a ter ideias sobre como construir as máquinas e o roteiro. E por fim, tudo foi feito nesse lugar. Tudo foi construído, a arte, a trilha sonora, junto com essa construção de roteiro”.

O coprodutor colombiano Carlos Tribi contou que conheceu a obra de Éder Santos por meio de um amigo. “Ele e a Mônica me apresentaram ‘Deserto Azul’ e fiquei encantado.  Quando fui apresentado ao projeto do ‘Girassol Vermelho’, quis logo participar, principalmente por causa do realismo mágico. E também pelo interessante exercício de coprodução Brasil-Colômbia”.

Chico Diaz rememorou que conhece o produtor André Hallak desde 2011, na produção do espetáculo “A lua veio da Ásia”. “A Trem Chic foi muito solidária ao decodificar aquelas projeções que contribuíram para o sucesso da peça. Depois disso, participar de ‘Deserto Azul’ foi uma experiência interessantíssima”.

O universo proposto para o filme, a experiência e o procedimento de filmagem foram essenciais para Chico Diaz decidir fazer parte do projeto. “Só o fato do cenário ser uma fábrica e de termos artistas plásticos envolvidos, era muito fascinante e poderia exprimir uma imagem muito interessante”. O ator disse também ter considerado a saga desse personagem muito atraente e ter se admirado com o contorno muito atento do longa com a realidade do Brasil. “O realismo do Rubião, o tratamento do texto feito pela Mônica e a subjetividade utilizada pelo Éder; tudo isso dá singularidade para a imagem do filme. Por isso, me ofereci como elemento de cristalização desses elementos todos. Tinha certeza que valia a pena passar esse período com eles”.

Chico apontou ainda alguma semelhança entre Romeu e o personagem do espetáculo “A lua vem da Ásia”, que poderá ser visto no dia 27 de junho, às 19 e às 21 horas, no site da CineOP. “Essa curva dramática que o Romeu oferece, do acaso de alguém que busca a liberdade, isso tem muito a ver com o personagem da peça. Além disso, o filme está muito potente e ficou ainda mais de 2017 até hoje, pois através dessa poética de fuga, ficamos cada vez mais atentos à realidade. ‘Girassol Vermelho’ é um filme muito importante, que impõe uma narrativa nova, com uma ousadia singular e uma potência muito poética de leitura da realidade”.

O ator aproveitou a oportunidade para perguntar: “O que você quer dizer com esse filme, Éder”? Segundo o diretor, “essa é uma jornada complicada, e ainda resta a dúvida onde é o final dessa história. Já mudamos várias vezes esse caminho do Romeu. O que quero dizer é isso, que o Romeu vai atrás de um objetivo e quando ele presta atenção, percebe que está no meio de um mundo, sem saber se vai sair, ou não, dessa gaiola. Neste momento, estamos todos engaiolados e a história dele ficou muito próxima do que estamos vivendo atualmente”.

SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto enfoca a preservação audiovisual, história, educação e trata o cinema como patrimônio. Em sua 16ª edição, a mostra está sendo realizada entre os dias 23 e 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público está tendo a oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

Na Web:www.cineop.com.br / www.universoproducao.com.br

No Instagram: @universoproducao

No YouTube: Universo Produção

No Twitter: @universoprod

No Facebook: cineop / universoproducao

No LinkedIn: universo-produção

SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig| Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL                                   
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS                                                                   
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS         
  • MOSTRINHA                                            
  • MOSTRA VALORES                                    
  • SESSÕES CINE-ESCOLA                               
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS                             
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO                                                             
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA                                                                          
  • OFICINAS                                                
  • MASTERCLASSES INTERNACIONAIS              
  • EXPOSIÇÃO VIRTUAL “MEU CARTÃO POSTAL DE OURO PRETO”                                                  
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL                    
  • SHOWS