Enfrentando situações delicadas especialmente nos últimos anos, a Cinemateca Brasileira foi um dos assuntos tratados na mesa da Temática Preservação, realizada na tarde dessa sexta-feira, dia 24 de junho e intitulada “Memória audiovisual brasileira: resistência e resiliência”. A atual diretora geral da Cinemateca, Maria Dora Mourão, apresentou diversas informações sobre o estado da instituição desse 2013, ano considerado chave no processo de seu ocaso. Somente a partir de janeiro de 2022 é que a Cinemateca tem passado por um ainda lento processo de recuperação após diversos desafios.

“Todos nós sabemos que, no Brasil, a história vive entre entre altos e baixos, principalmente na cultura e na arte. E obviamente a Cinemateca não poderia estar fora disso”, disse Dourão, professora aposentada do curso de cinema da USP. Ela relembrou especialmente o período no qual a instituição ficou fechada, entre agosto de 2020 e novembro de 2021, por conta de desacordos e abandonos promovidos pelo atual governo federal. Nesse tempo, em julho de 2021, aconteceu o mais recente dos vários incêndios que acometeram o local ao longo de sua história.

“O incêndio aconteceu na sede da Vila Leopoldina e causou a perda de 224 cópias de filmes estrangeiros armazenadas no depósito, das pouco mais de 300; 200 rolos de filmes produzidos no curso de cinema da ECA-USP; parte do acervo documental do Tempo Glauber; e arquivos de órgãos públicos do audiovisual no Brasil, como Instituto Nacional do Cinema, Concine e Secretaria do Audiovisual”, enumerou a diretora geral.

Assumindo a Cinemateca a partir de um contrato de cinco anos firmado com o governo, a SAC (Sociedade Amigos da Cinemateca) tem que trabalhar com um orçamento anual direto de R$ 14 milhões e a captação de um adicional de R$ 5,6 milhões – valores ainda muito abaixo do necessário, mas, segundo Maria Dora Mourão, o mínimo para a manutenção de alguns projetos.

O desafio, portanto, é fazer com que a Cinemateca siga trabalhando no levantamento e catalogação de material, retomada de processos, análises técnica, restaurações, atendimentos, atividades ao público e sessões de cinema. Fundada em 1946 por iniciativa especialmente do crítico e professor Paulo Emílio Sales Gomes, a Cinemateca Brasileira é um símbolo da preservação audiovisual no país.

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