DITADURA MILITAR TEVE OUTRAS NARRATIVAS ABSURDAS ALÉM DAS JÁ TRADICIONALMENTE CONTADAS

A ditadura militar é um dos períodos mais sombrios na história recente do Brasil. Várias pessoas foram mortas e continuam desaparecidas até os dias de hoje. O cinema nacional nos últimos 30 anos vem se dedicando a investigar o período principalmente na dimensão do absurdo. O assunto foi tema da última mesa da 16ª CineOP, Facetas de um regime do absurdo, que recebeu os realizadores Chaim Litewski (Golpe de ouro), Sergio Rezende (Lamarca) e Tiago Rezende de Toledo (Operação Camanducaia).

Os três filmes tratam de episódios mais conhecidos da história, como a de Carlos Lamarca, e outras mais obscuras, como a campanha “Ouro para o Bem do Brasil” e a Operação Camanducaia, que levou quase 100 menores acusados de cometerem pequenos delitos de São Paulo para Camanducaia, em Minas Gerais. Lá, eles foram espancados e jogados em um barranco.

“Conheci a operação quando passava por lá, em rota para São Paulo”, explica o diretor Tiago Rezende de Toledo. Ele fez o filme após ter contato com a história no livro Infâncias dos Mortos, de José Louzeiro. “Eu descobri que não apenas aconteceu como o José Louzeiro trabalhava na Folha e largou o jornalismo porque as matérias eram censuradas. Então, virou escritor porque a literatura sofria menos repressão”, detalhou o diretor. Dessa forma, o desaparecimento da história é a temática central do filme, discutindo o fato do absurdo poder ser facilmente esquecido.

Já Sergio Rezende tomou Carlos Lamarca como figura central do filme. Ele foi um ex-capitão do exército brasileiro e atirador, que teve papel importante na resistência à ditadura. Na Roda de Conversa, ele destacou o momento da produção cinematográfica brasileira e como era a relação com a ditadura. Na segunda fase do regime, o cinema brasileiro estava vigoroso. A Embrafilme estava viva. Aí vem a redemocratização e o que aconteceu? O Collor acabou com o cinema. Ocorreu o contrário do que esperávamos. Quando fiz Lamarca em 1993, e lancei em 1994, foi o único filme rodado naquela época”, detalha Sergio Rezende. Então, ele resume o filme como cinema de resistência, em que todos trabalhavam de forma cooperativa.

Outra faceta de histórias paralelas à ditadura foi contada por Chaim Litewski no filme Golpe do Ouro. O longa resgata a manobra dos Diários e Emissoras Associadas na campanha “Ouro para o bem do Brasil”, que induziu a população a doar dinheiro, ouro, jóias e outros objetos para o “bem do Brasil”. “Queríamos ir além do conhecimento popular da memória, poucos sabem o processo pós-campanha”, relembra Litewski. Assim, o realizador utiliza memórias de arquivo, depoimentos de doadores de bens, documentos inéditos e entrevistas. Em resumo, os bastidores de uma das maiores mentiras contra o povo brasileiro.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

Na Web:www.cineop.com.br /www.universoproducao.com.br

No Instagram: @universoproducao

No YouTube: Universo Produção

No Twitter: @universoprod

No Facebook: cineop / universoproducao

No LinkedIn: universo-produção

SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL                                         
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS                                                                        
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS               
  • MOSTRINHA                                                  
  • MOSTRA VALORES                                          
  • SESSÕES CINE-ESCOLA                                    
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS                                   
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO                                                                  
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA      
  • OFICINAS                                                      
  • MASTERCLASSES INTERNACIONAIS                    
  • EXPOSIÇÃO VIRTUAL “MEU CARTÃO POSTAL DE OURO PRETO”                                                        
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL                          
  • SHOWS