Na tarde dessa sexta-feira, dia 24, uma das curadoras da Temática Preservação na CineOP, Maria Fernanda Coelho, leu uma declaração de entidades de preservação audiovisual contra a intervenção policial ocorrida no prédio da Casa de Cultura Equatoriana, onde está localizada a Cinemateca Nacional del Ecuador Ulises Estrella, em Quito. O local é um dos pontos-chave da greve geral deflagrada no Equador na semana passada e foi ocupada por milhares de manifestantes contrários às políticas autoritárias do governo federal local. Porém, no dia 19, forças policiais tomaram o espaço e expulsaram os manifestantes. As autoridade transformaram todo o prédio num quartel das Forças Armadas até que, no dia 23, pressionado, o presidente do Equador, Guillermo Lasso, ordenou a retirada das tropas.

A declaração de rechaço lida por Fernanda Coelho antes do debate “Memória audiovisual brasileira: resistência e resiliência”, no Centro de Convenções de Ouro Preto, está assinada em conjunto pela CLAIM (Coordenadora Latinoamericana de Arquivos de Imagens em Movimento), que reúne 35 arquivos do continente, e pela FIAF (Federação Internacional de Arquivos de Filmes), representante de 172 instituições de conservação em 80 países. A carta manifesta o “mais severo repúdio ao processo de invasão e ocupação das dependências da Cinemateca que abriga o patrimônio fílmico equatoriano, latinoamericano e mundial, custodiando valiosos documentos e filmes em diversos suportes”.

O texto convoca o governo equatoriano a tratar a Cinemateca do Equador “com o respeito necessário para que possa seguir cumprindo com a missão para a qual foi incumbida desde 1981: resgate, preservação, digitalização, catalogação e difusão do patrimônio audiovisual”. As entidades alertam dos riscos que os 15 mil materiais audiovisuais e os mais de 10 mil documentos conservados no local sofrem em meio à movimentação violenta por parte do governo contra os protestos.

Desde o dia 13 de junho, o Equador vive situação explosiva, desencadeada pela greve geral convocada inicialmente pela Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) e que se espalhou por várias províncias em todo o país. Acuado, o governo declarou estado de sítio, e a repressão aos manifestantes já provocou quatro mortes, além de 92 feridos e 94 detidos. Entre as reivindicações da população, estão redução do preço da gasolina, renegociação de dívidas dos trabalhadores rurais, diminuição dos altos índices de desemprego e fim de licenças de mineração em terras indígenas.

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