16ª CINEOP DISCUTE IMPACTO DOS ANOS 1990 NO AUDIOVISUAL BRASILEIRO, REFLETE SOBRE A EDUCAÇÃO NA PANDEMIA E RECONSTITUI A TRAJETÓRIA DA PRESERVAÇÃO DO ANALÓGICO AO DIGITAL

Realizada em ambiente virtual com programação gratuita, Mostra de Cinema de Ouro Preto, único festival de cinema brasileiro dedicado à preservação e ao patrimônio audiovisual, exibe 118 filmes em pré-estreias e mostras temáticas, promove debates e masterclasses internacionais e celebra a trajetória do ator Chico Diaz

A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho, em formato online com programação gratuita que será transmitida pelo site www.cineop.com.br e pode ser acompanhada pelas redes sociais do evento e da Universo Produção. O único festival de cinema brasileiro dedicado a tratar cinema como patrimônio e a oferecer uma estrutura de programação focada em três eixos temáticos –  preservação, história e educação – se solidifica na própria reinvenção e terá o acesso liberado para o mundo  apresentando filmes, debates, masterclasses, palestras, shows e várias outras atividades.

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Para 2021, as equipes de curadoria das temáticas Preservação, História e Educação que formam o eixo da CineOP, conjugaram propostas a partir dos impasses dos últimos anos no cenário audiovisual brasileiro, agravados pela pandemia e pelas dificuldades de um governo que não trata a cultura como um setor de relevância. São, portanto, anos de crise, sobre os quais a Mostra se debruça em conjunto para compreender e ponderar formas de resistência a partir do tema central “Memórias entre diferentes tempos”.

“A CineOP, cumpre mais uma vez, seu papel de atuar pela salvaguarda do imenso patrimônio audiovisual brasileiro e reafirma a importância de dar continuidade aos encontros anuais para fortalecer o setor audiovisual em diálogo com a educação e continuar florescendo para preservar nossa história, criar pontes e conexões,  desvendar obras e talentos, olhares e diversidade em meio a multiplicação de telas e inovações interativas”, destaca a diretora da Universo Produção e coordenadora geral da CineOP, Raquel Hallak.

Clique aqui e leia mais sobre a temática “Memórias entre diferentes tempos” na programação da 16a CineOP.

Serão exibidos 118 filmes em pré-estreias e mostras temáticas (32 longas, 6 médias e 80 curtas-metragens), vindos de 4 países – Brasil, Chile, Colômbia, Portugal e de 14 estados brasileirosAC, BA, CE, GO, MG, MT, MS, PE, PR,RJ, RS, SC, SE, SP distribuídos em oito mostras – Contemporânea, Homenagem, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha, Valores e Cine-Escola.

Na programação de debates, destacamos duas importantes realizações que acontecem nas edições anuais da CineOP – o 16o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o Encontro da Educação: XIII Fórum da Rede Kino, que reúnem  profissionais da preservação e da educação para discutirem questões urgentes e perspectivas dos respectivos setores. Ao todo, serão promovidos 32 debates e rodas de conversa, com a participação de 134 profissionais nacionais e internacionais. Todos serão realizados em plataformas digitais, com acesso gratuito.

ABERTURA OFICIAL | HOMENAGEM AO ATOR CHICO DIAZ

A abertura oficial acontece no dia 23 de junho, às 20h pelo site cineop.com.br e começa com uma performance audiovisual que  apresenta a temática central e presta  homenagem  ao ator Chico Diaz, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira no cinema, teatro e televisão, com a entrega do Troféu Vila Rica. O debate “O percurso de Chico Diaz em quatro décadas” vai promover um bate-papo do ator com o curador Francis Vogner dos Reis, sob mediação da jornalista Simone Zuccolotto, para tratar das diferenças de processos de criação e de modos de produção entre os distintos momentos históricos da carreira desse profissional. Em seguida, será exibida a pré-estreia nacional do longa-metragem “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, do diretor português João Botelho e com Chico Diaz no elenco.

Saiba mais sobre a homenagem a Chico Diaz na 16a CineOP.

TEMÁTICAS E FILMES

A partir da temática central ““Memórias entre diferentes tempos”, as curadorias da 16a CineOP criaram caminhos de discussão que estarão presentes nos debates e filmes dos recortes Preservação, Educação e Histórica. No caso desta última, o ponto de partida é “O passado segundo as imagens dos anos 90”. A ideia é encontrar os paralelos e reconfigurar os sentidos de cada período (anos 1990 e anos 2020), a partir da constatação de que, após mais de 30 anos do fim da Embrafilme e da eleição do primeiro presidente por voto direto depois do fim do regime militar, há muitas camadas do país e do cinema, hoje reposicionadas, que foram semeadas como espécie de gênese desde 1990. Mesas como “Ideologias e políticas de cinema e audiovisual nos 90 e em 2021” e “O passado segundo as imagens dos anos 1990” vão reunir pesquisadores e críticos para debaterem essas reflexões propostas.

No recorte de filmes da Mostra Histórica, alguns títulos representativos da década em questão poderão ser vistos ou revistos, e assim reconfigurados para os tempos de agora – casos de “Carlota Joaquina – Princesa do Brasil” (Carla Camuratti, 1995), “Lamarca” (Sérgio Rezende, 1994), “O Mandarim” (Julio Bressane, 1995), “Baile Perfumado” (Lírio Ferreira e Paulo Caldas, 1996), “Carmen Miranda: Banana is My Business” (Helena Solberg, 1994) e “Tudo é Brasil” (Rogério Sganzerla, 1998), entre outros. Da mesma curadoria, os longas da Mostra Contemporânea incluem filmes recentes que tratam da aproximação com o passado em busca de reflexões sobre o presente. Para tanto, foram definidas quatro submostras: “Indígenas e as imagens: entre o passado e o presente”, “Os espaços e os vestígios da história”, “Passado em investigação” e “Memórias das artes brasileiras”. Os curtas-metragens da Mostra Contemporânea também contemplam filmes cuja busca em materiais de arquivo (documentais, videográficas ou quaisquer outras formas de memória e preservação) formam as suas estéticas e modelam suas abordagens e narrativas ao olhar do espectador.

Pela Mostra Preservação, um dos destaques é a sessão do clássico “O País de São Saruê”, primeiro longa do documentarista Vladimir Carvalho, lançado em 1971 e registrando a vida de lavradores e garimpeiros no vale do rio do Peixe e o cotidiano de secas e pobreza na região semiárida nordestina. Na Mostra Educação, o público vai conhecer a produção audiovisual de educadores, estudantes e cineastas no contexto escolar e espaços não-formais de ensino, tendo este ano discussões em torno do recorte “Das ruínas às utopias: processos de criação audiovisual e metodologias de ensino”.


PRESENÇAS INTERNACIONAIS

Como acontece todos os anos, a CineOP contará com a participação de importantes profissionais  internacionais para ministrar masterclasses e participar de mesas de debates. Nesta edição, marcam presença –  Alicia Vega, pesquisadora e professora de cinema (Chile); Ignacio Agüero, professor e cineasta (Chile); Natalia Mardones,coordenadora geral do Programa Escuela al Cine – Cineteca Nacional de Chile; Anne Gant, chefe de Conservação de Filmes e Acesso Digital da principal iniciativa de patrimônio audiovisual nos Países Baixos; Ricardo Alfonso Cantor Bossa, diretor da Cinemateca de Bogotá; Yvonne Ng, da organização internacional sem fins lucrativos que capacita e ajuda pessoas a usarem o vídeo na luta por direitos humanos; e Mónica Villarroel, diretora da Cinemateca Nacional do Chile e coordenadora executiva da CLAIM (Coordenadoria Latinoamericana de Imágenes en Movimiento).

OFICINAS

Espaços de qualificação, aperfeiçoamento e capacitação na CineOP, as oficinas e masterclasses integram o Programa de Formação Audiovisual que a Universo Produção realiza no âmbito do Cinema sem Fronteiras 2021. As atividades têm por objetivo estimular a formação de novos talentos, oportunizar o encontro e o intercâmbio de ideias e conhecimento. Nesta 16a edição do evento, serão promovidas seis oficinas com oferta de 200 vagas. As modalidades são: “Oficina de Som para Documentário”, “Tecendo Memórias em Imagens e Sons”, “Gestão de Comunicação para Instituições de Salvaguarda”, “Desenvolvimento de Projetos de Educação Audiovisual”, “Espelho Invertido – Exercícios (Audiovisuais) de Escuta Empática” e “Financiando Meu Filme”.

SESSÃO CINE-ESCOLA

As sessões Cine-Escola são pensadas para faixas etárias específicas e com temáticas que buscam refletir o cinema como ferramenta pedagógica. Assim como no ano passado, a  versão retomada da CineOP pretende manter a proximidade com os estudantes das várias idades atendidos pela Universo Produção, por serem parte essencial da preocupação do evento em formar novos olhares e novos espectadores para o cinema brasileiro. Serão 8 filmes exibidos nesta seção em 2021, com seleções para as faixas de 5 a 7 anos, de 8 a 10 anos, de 11 a 13 anos e a partir de 14 anos. As sessões são acompanhadas de material de apoio para os educadores ou cine-debate com o diretor.

MOSTRINHA

Na busca pela formação de novos públicos e olhares para o cinema brasileiro, a Mostrinha, conta com títulos em pré-estreia especialmente escolhidos para agradar os pequenos e as famílias, como o longa “Passagem Secreta”, de Rodrigo Grota e “Dentro da Caixinha – Segredo de Criança”, de Guilherme Reis. Para ninguém ficar de fora da diversão, algumas sessões da Mostrinha contam com acessibilidade – Libras, áudiodescrição e legendas descritivas.

MOSTRA VALORES

A Mostra Valores é uma iniciativa da Universo Produção que tem o propósito de dialogar e valorizar pessoas, ações, programas e comunidades da cidade de Ouro Preto. Nesta edição, estabelece uma parceria com o Sesc em Minas, por intermédio do programa Mesa Brasil Sesc, que é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício, em que as doações recebidas nas lives artísticas durante a 16a CineOP serão encaminhadas às instituições de Ouro Preto cadastradas no programa –a Apae Ouro Preto e Lar São Vicente de Paulo.

 Outro destaque da Mostra Valores é a exibição de quatro filmes realizados na cidade de Ouro Preto pela Prefeitura de Ouro Preto e pela TV UFOP que apresentam ao público ações e atividades que representam o patrimônio imaterial da cidade patrimônio. São eles: Bordando o patrimônio – costurando memórias, de Fabiano Souza; Mais que doce, de Artur Medrado; Série Minha Voz Minha Vez – Episódio 1 D. Cecília – Tapetes de Arraiolo e Série Minha Voz Minha Vez – Episódio 1 Capitão Xisto – Congado

 ARTE – PERFORMANCE, SHOWS, TEATRO E EXPOSIÇÃO

Em 2021, a CineOP renova a parceria cultural com o Sesc em Minas numa programação artística que inclui Performance Audiovisual, quatro lshows que vão reunir no palco do Sesc Cine Live Show apresentações de artistas de destaque da cena mineira e brasileira e o espetáculo teatral “A Lua Vem da Ásia”, monólogo interpretado pelo ator Chico Diaz, homenageado da 16a CineOP.

De 24 a 28 de junho, o público poderá curtir as apresentações de Regina Souza e Sérgio Pererê, Maurício Tizumba e Everton Coroné, Zélia Duncan e, no encerramento do evento, será a vez de Flávio Venturini. Os shows são gratuitas e poderão ser acompanhadas de onde você estiver pelo site do evento www.cineop.com.br e pelo canal do Youtube do Sesc em Minas.

E uma das novidades desta edição é a promoção da exposição fotográfica virtual “Meu Cartão Postal de Ouro Preto”, que selecionou 30 fotografias de pessoas que participaram da ação promocional realizada pela Universo Produção. Você pode conferir a exposição no site cineop.com.br

SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16ª edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural  de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação  que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br

Acompanhe a 16ª CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

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SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL    
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS
  • MOSTRINHA
  • MOSTRA VALORES
  • SESSÕES CINE-ESCOLA
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA
  • OFICINAS
  • MASTERCLASSES INTERNACIONAIS
  • EXPOSIÇÃO VIRTUAL “MEU CARTÃO POSTAL DE OURO PRETO”     
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL
  • SHOWS