REPRESENTATIVIDADE FEMININA NAS TELAS DA 16ª CineOP

As mulheres representaram 16% dos diretores que trabalharam nos cem filmes de maior bilheteria em 2020, segundo levantamento do Centro para o Estudo das Mulheres na Televisão e no Cinema da Universidade Estadual de San Diego (EUA), e divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, em janeiro deste ano. O dado é considerado um recorde da participação feminina atrás das câmeras. Em 2019, o número foi de 12%, e apenas de 4% em 2018.

O fato é que com muito trabalho e resistência, as mulheres vêm aos poucos conquistando seu espaço na indústria cinematográfica. E na programação da 16a CineOP, não poderia ser diferente. Dos 33 curtas selecionados para a edição deste ano, por exemplo, 17 são dirigidos por mulheres. Ao todo, temos 21 diretoras à frente de produções experimentais, documentários, ficções e animações.

Responsável pela curadoria de Curtas-metragens da Mostra Contemporânea da 16a CineOP, Camila Viera fez um levantamento de todas essas obras. Acompanhe e prestigie estas produções!

Sessão Praça – Conta com documentários que partem de revisitações historiográficas para reescrever o passado do Brasil. Entre os curtas dirigidos por mulheres estão: “Descompostura”, de Alline Torres, Anaduda Coutinho, Márcio Plastina e Víctor Alvino, e “República do Mangue”, de Julia Chacur, Mateus Sanches Duarte e Priscila Serejo. Ambos propõem novos olhares para registros fotográficos históricos: o primeiro desarranja a perspectiva de quem vê e quem é visto em fotografias de mulheres negras no pós-abolição e o segundo recupera a disputa e a resistência de mulheres em casas de prostituição na Zona do Mangue, do Rio de Janeiro.

Sessão Cine Vila Rica – Tratando de proximidades familiares, apresenta três curtas com direção feminina. Sendo eles: “Trópico de Capricórnio”, de Juliana Antunes, que reflete sobre si mesma a partir de imagens de infância; “Fôlego”, de Sofia Badim, que homenageia a mãe da diretora, a atriz Solange Badim, através de uma fotografia, recortes de documentos e registros sonoros e “Pequenas Considerações sobre o Espaço-Tempo”, no qual a diretora Micheline Helena resgata a história materna durante a pandemia.

Sessão Cine-Teatro – o recorte que evidencia a direção feminina na Mostra Contemporânea, incluios curtas: “Igual/Diferente/Ambas/Nenhuma”, troca de videocartas entre as cineastas Fernanda Pessoa e Adriana Barbosa; “Desvio”, de Flora Nakazone, realizado no Instituto de Artes da Unicamp em Super-8 registrados nos anos 1970 e “Zona Abissal”, de Luísa Marques e Darks Miranda, distopia sobre fogo e destruição de um mundo em colapso.

Mostra Contemporânea – TV UFOP

A CineOP conta mais uma vez com a parceria da TV UFOP, que exibirá em sua grade de programação duas sessões de curtas-metragens realizados em universidades e escolas de formação de cinema e audiovisual. Nesta edição, quatro curtas são dirigidos por mulheres: “Eu Sou da Lyra”, de Beatriz Lira, foi realizado em parceria com a Faculdade Integrada Hélio Alonso (Facha). Com arquivos de família, a diretora recupera a história de sua avó Celina Lyra. A saudade do irmão mais velho e vestígios de memórias em fotografias, VHS e textos compõem a produção do Centro Universitário UNA, “Doze”, de Clara Tempone. No Instituto Federal de Goiás, Viviane Goulart apresenta o documentário “Presente de Casamento”, que narra a história de um homem e uma mulher que se conhecem, namoram, casam e compartilham lembranças por meio de fotografias e vídeos antigos. Por fim, “Visões de Copacabana – Uma Breve Trilogia do Acaso”, de Rita Brás, realizado na Fundação Getúlio Vargas (FVG). Durante o isolamento social, a realizadora pensa a situação atual do Brasil em suas vivências como portuguesa que mora e estuda no Brasil.

Mostra Contemporânea – Rede Minas

As mulheres estão à frente de cinco produções na Mostra Contemporânea – Rede Minas. “25 anos sem asfalto”, de Fabi Andrade, conta a história de Rose, que se empenha para garantir ao filho Pedro, um futuro melhor do que uma vida confinada entre as ruas de terra do bairro e o asfalto da cidade; “A casa e a rua”, documentário de Taíse Andrade, faz um mergulho no universo das relações estabelecidas entre a cidade e a sua tradicional guerra de espadas, proibida no município desde 2011; “Caixinha de música”, da diretora Ana Carolina do Monte, trata da relação de uma estudante de balé com uma caixa de música amaldiçoada; “Coleção preciosa”, dirigido por Rayssa Coelho, acompanha a relação de um técnico de refrigeração de Vitória da Conquista com a sétima arte e “Subsolo”, animação de Erica Maradona e Otto Guerra, tem como pano de fundo a história de três amigos que frequentam diariamente a mesma academia em busca de corpos ideais.

(*) Com informações do jornal Folha de São Paulo.

SOBRE A CINEOP

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho de 2021, no formato online e reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Estrutura sua programação em três temáticas: preservação, história e educação. Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir lives musicais, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação que oferece oficinas, masterclasses internacionais e debates temáticos. Tudo de graça pelo site www.cineop.com.br.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

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SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR

  • ABERTURA OFICIAL    
  • EXIBIÇÃO DE FILMES – LONGAS, MÉDIAS E CURTAS
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS
  • MOSTRINHA
  • MOSTRA VALORES
  • SESSÕES CINE-ESCOLA
  • ENCONTRO NACIONAL DE ARQUIVOS E ACERVOS AUDIOVISUAIS BRASILEIROS
  • ENCONTRO DA EDUCAÇÃO: XIII FÓRUM DA REDE KINO
  • DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA
  • OFICINAS
  • MASTERCLASSES INTERNACIONAIS
  • EXPOSIÇÃO VIRTUAL “MEU CARTÃO POSTAL DE OURO PRETO”     
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL
  • SHOWS

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ETC Comunicação | (31) 99742.7874 – Luciana d’Anunciação | luciana@etccomunicacao.com.br/ (31) 99120.5295 – | Pollyanna Alcântara |  assessoria@etccomunicacao.com.br | (31) 99752-4058 e  Jihan Kazzaz | jihan@etccomunicacao.com.br

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Produção de textos: Marcelo Miranda e ETC Comunicação