“A ORIGEM DE TUDO FOI MINHA PERPLEXIDADE COM A VIDA”, DIZ O ATOR HOMENAGEADO CHICO DIAZ

Abertura da 16a CineOP, transmitida na noite de quarta-feira, contou com performance audiovisual sobre a importância do tempo, participações especiais e roda de conversa com o ator Chico Diaz

O tempo foi o grande protagonista da performance audiovisual que abriu oficialmente a 16a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto na noite de quarta-feira, 23/6. Transmitida on-line, a apresentação reuniu diversos artistas e vários registros de imagens e sons para refletir sobre ideias em torno do tempo: memória, história, trajetória, aprendizado, maturidade. O ponto de convergência veio da Temática Histórica em 2021, “Memórias entre diferentes tempos”.

Entre a “Oração ao Tempo” de Caetano Veloso, entoada na voz da cantora Mylena Jardim, às participações especiais do diretor Joel Zito Araújo e das diretoras Carla Camuratti, Ana Carolina e Lúcia Murat poetizando suas próprias noções do que seja o tempo – sempre intercaladas por imagens deslumbrantes da cidade história de Ouro Preto, essência do evento desde sua primeira edição -, o vídeo realizado por Chico de Paula deu a partida para os próximos dias de programação, que vai até o dia 28 no site www.cineop.com.br.

A performance também celebrou o ator Chico Diaz, homenageado desta 16a CineOP por sua importante trajetória no cinema brasileiro, especialmente como uma das caras mais expressivas nas telas da produção nacional nos anos de 1990. Participando ao vivo, diretamente de Portugal, onde mora atualmente, Chico se emocionou com o carinho recebido por fãs de várias partes do Brasil. “Ainda estou transtornado com tudo isso”, comentou.

As surpresas foram ainda maiores quando o cineasta cearense Rosemberg Cariry apareceu para saudar o ator. “De forma bastante generosa, ele contribuiu e continua contribuindo com sua alma, seu corpo e sua sensibilidade para compor dezenas de personagens que representam as maravilhas e as mazelas do povo brasileiro”, disse Rosemberg, que dirigiu Chico Diaz em “Corisco e Dadá”, um dos filmes da Mostra Homenagem na CineOP.

Logo em seguida, aconteceu a roda de conversa dedicado a Chico, com o ator num bate-papo junto ao curador CineOP Francis Vogner dos Reis e à jornalista Simone Zuccolotto. Durante a roda, ele pôde falar um pouco mais sobre seus processos e sua história de trabalho. “A origem de tudo (na vida profissional) foi meu assombro, minha perplexidade de estar vivo e de pensar em como nos inserimos no mundo, especialmente se temos alguma ambição artística”, refletiu.

Ao fazer um panorama geral da obra de Chico Diaz no cinema, Francis Vogner complementou: “Ele se torna um ator fundamental na Retomada (a partir de 1994) pela diversidade de seus papéis, indo do barroquismo de um ‘Corisco e Dadá’ até o magnetismo que a gente vê em ‘Os Matadores’. A experiência de ver o Chico na tela é sempre a de acompanhá-lo na mesma sintonia do diretor, da narrativa, dos espaços que ele habita”.

Em resposta, Chico atribuiu parte de sua entrega artística aos cineastas com quem trabalhou, mas admitiu que, com o tempo, sentiu-se mais e mais seguro de extravasar a base dos personagens que assumiu. “Fui amadurecendo, fui ficando mais livre e aprofundando técnicas e conhecimento nessa grande arena do trabalho”.

Chico é protagonista do filme de abertura da CineOP, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, produção portuguesa dirigida por João Botelho, a quem o ator chamou de “um gênio do cinema”. Chico interpreta um heterônimo do poeta Fernando Pessoa circulando pelo ano de 1936 enquanto se depara com as complexidades política e sociais daquela época. “Só mesmo um diretor português pra me dar o papel de um galã nos anos 1930!”, brincou, quase ao final da transmissão.

Acompanhe a 16a CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2021.

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SOBRE A MOSTRA

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

O EVENTO DA PRESERVAÇÃO, HISTÓRIA E EDUCAÇÃO

Mostra audiovisual nacional que tem uma proposta inédita no circuito de festivais do Brasil – foi idealizada para ser instrumento de desenvolvimento da preservação, história e memória da cinematografia brasileira em intercâmbio com o mundo – enfoca o cinema como patrimônio em diálogo com o cinema moderno. A programação é gratuita e promove homenagens, exibição de filmes brasileiros e internacionais – longas, médias e curtas, oficinas, debates, seminário, mostrinha de cinema, sessões cine-escola, atrações artísticas e realiza anualmente o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o Encontro da Educação (Fórum Rede Kino).

SERVIÇO

SERVIÇO

16a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

23 a 28 de junho de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Cedro Mineração, Cemig|Governo de Minas Gerais

Parceria Cultural: Sesc em Minas, Prefeitura de Ouro Preto, Casa da Mostra e Instituto Universo Cultural

Apoio: Universidade Federal de Ouro Preto, Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, Rede Minas, Rádio Inconfidência, Canal Brasil e Café 3 Corações

Idealização e realização: Universo Produção

Secretaria Especial de Cultural / Ministério do Turismo / Governo Federal Pátria Amada Brasil

PROGRAMAÇÃO GRATUITA PELO SITE WWW.CINEOP.COM.BR