CINEOP DISCUTE COMO NOVAS REALIDADES DE PRODUÇÃO PARA TV PERMITEM QUE INDIVÍDUOS SE TORNEM PRODUTORES E EMISSORES DE CONTEÚDO

Discutindo “TV, pós-TV e outras telas”, o debate da Temática Histórica realizado no começo da tarde desta sexta-feira pelas redes sociais da CineOP reuniu professores e cineastas para darem seus relatos sobre um cenário de mudança de recepção e produção nos meios audiovisuais populares.

Diante de uma questão muito simples (“a TV está morrendo?”), o professor e diretor Gabriel Priolli disse: “A televisão é um elefante indo pro cemitério. Até chegar lá, vai derrubar muita mata”. Ele emulava Walter Silveira, um dos integrantes da Tvdo, destaque deste ano na mostra.

Priolli relembrou que as formas tecnológicas se alteraram há 40 anos com a chegada do videocassete e das gravações, o que mudou a relação do indivíduo com a imagem produzida. “Esse processo progressivamente foi empoderando o cidadão a ser ele também um emissor, uma fonte de comunicação. Até então tínhamos apenas empresas emissoras.

Pois chegamos aos dias de hoje com cidadãos que são emissores de audiovisual, seja por intervenções políticas ou pelo uso da arte e da estética”, afirmou. “A televisão hoje é um audiovisual em vertigem.”

Confira a íntegra do debate “TV, pós-TV e outras telas”

A crítica, pesquisadora e curadora Christine Mello exaltou a necessidade de se pensar outros modos de fazer TV e de se considerar as infinitas novas telas que se abrem na modernidade. “Quando estudamos o campo das linguagens midiáticas, a gente observa um esgotamento na criação de uma comunicação que possa gerar experiência”, comentou.

“Produzir algo para uma mídia audiovisual não significa necessariamente ter uma experiência”. Christine se referia à chamada “microtelevisão”, que são os canais comunitários ou de menor alcance que, ao olharem para seus próprios contextos, encontram novas potências políticas “por seu poder de singularidade e de produção de subjetividade”.

A cineasta Petra Costa, indicada ao Oscar este ano pelo documentário “Democracia em Vertigem”, comentou sobre como foi produzir um trabalho em conjunto com a Netflix que lidava com movimentos históricos urgentes da política e socieadade brasileiras. Petra acompanhou manifestações populares e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, o que a colocou diretamente em campo com sua câmera.

Por representar uma das novas formas hegemônicas de TV (ou pós-TV), a Netflix teve papel essencial na difusão do longa-metragem. “Se não fosse pelo streaming, não teríamos essa repercussão que o filme teve”, revelou ela. “Eles não divulgam o número de espectadores, mas ficamos em segundo lugar entre os documentários mais vistos na época do lançamento, e era o único que não tratava de algum assunto pop”.

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