O USO DE ACERVOS NA CRIAÇÃO DE NOVOS FILMES
A presença de arquivos e imagens de acervo na criação contemporânea tem se consolidado como uma das práticas mais instigantes do cinema atual. Mais do que recurso ilustrativo, o uso de materiais preexistentes — imagens domésticas, registros institucionais, filmes inacabados ou fragmentos esquecidos — vem redefinindo formas narrativas, tensionando a relação entre memória, história e imaginação.
Reunindo pesquisadores e realizadores dos filmes da Mostra Competitiva, este debate propõe refletir sobre os modos de trabalhar com acervos no processo criativo. Quais são os caminhos de pesquisa e acesso a esses materiais? Como as imagens encontradas interferem na construção da narrativa? Em que medida o arquivo impõe limites ou abre novas possibilidades formais?
Ao compartilhar experiências concretas, a mesa busca discutir também as implicações éticas, estéticas e políticas do reuso de imagens, abordando questões como autoria, contexto, reinterpretação e responsabilidade sobre os vestígios do passado. Mais do que fonte, o acervo é aqui entendido como agente ativo na criação, capaz de deslocar sentidos e produzir novas leituras sobre o tempo e a memória.
Convidados:
- Carlos Adriano – diretor e pesquisador do filme Proust Palimpsesto: Pastiches E Misturas | SP
- Dácio Pinheiro – diretor e pesquisador do filme Universo Circular – Jocy de Oliveira | SP
- Luiza Lindner – diretora e pesquisadora do filme Irritante Prodígio| SC/SP
- Rafael Saar – diretor e pesquisador do filme Apopcalipse Segundo Baby | RJ
- Ticiano Monteiro – pesquisador do filme Notas Sobre um Desterro | PR
Mediação: Cleber Eduardo – curador de longas contemporâneos | SP






