RESTAURAÇÃO AUDIOVISUAL NA ERA DA IA: O QUE MUDA NOS PROCESSOS?
A incorporação da inteligência artificial vem transformando de forma acelerada os processos de restauração audiovisual, alterando não apenas os fluxos de trabalho, mas os próprios critérios que orientam a reconstrução de imagens e sons. Ferramentas baseadas em IA permitem automatizar etapas historicamente manuais e, além disso, introduzem a possibilidade de completar, interpolar e até “recriar” elementos ausentes nos materiais originais.
Diante desse cenário, a restauração deixa de ser apenas um exercício técnico de recuperação para se tornar um campo de escolhas cada vez mais complexas. Até onde é possível intervir? Em que momento a restauração passa a produzir uma nova imagem? O que se ganha em legibilidade e o que se perde em termos de integridade histórica?
Reunindo profissionais atuantes no mercado e na preservação audiovisual, a mesa propõe discutir como a IA está sendo incorporada aos workflows contemporâneos, tensionando limites entre correção e criação. A partir de experiências concretas, o debate busca refletir sobre os impactos técnicos, estéticos e éticos dessas tecnologias, evidenciando que restaurar, hoje, implica também decidir o futuro das imagens do passado.
Convidados:
- Marcelo R. M. Muller – professor – ECA/ USP| SP
- Thiago Belconfine – gerente técnico de pós-produção da Mistika |SP
- Rebeca Campos – coordenadora técnica de restauração da Cinecolor | SP
- Tadeu Jungle – cineasta | SP
Mediação: Drika de Oliveira – coordenadora de Acervos Fílmicos / Cinemateca do MAM RiO | RJ






